domingo, 9 de setembro de 2018

Haja tempo e coragem!

Diz a sabedoria popular que Roma e Pavia não se fizeram num dia!
Tudo que se quer bem feito e duradouro requer tempo e sobre o tempo também se diz ultimamente que o tempo da Justiça não é o tempo da comunicação social...


Maria Joana Raposo Marques Vidal, nascida em Coimbra em 31 de Dezembro de 1955, é desde de 2012 a Procuradora Geral da República.
Completando em breve os seis anos de mandato, a magistrada está neste momento no meio de uma campanha política entre os que defendem a sua recondução e os que defendem a nomeação de outra figura para o cargo.
Como principal argumento quer para a recondução quer para o afastamento surgem os casos em que o Ministério Público teve coragem para mexer com uma classe que nos parecia quase intocável pela Justiça: os políticos! 
De facto, numa sociedade que todos os dias se queixa de corrupção na política e em que quase todos acham que uma palavrinha a um amigo que têm neste ou naquele partido resolve muitas coisas, os recentes casos judiciais que envolvem políticos são uma lufada de ar fresco...
Por tudo isto e por mais algumas coisas eu sou a favor da continuidade de Joana Marques Vidal como Procuradora Geral da República!
É preciso que a Justiça tenha tempo, e coragem, para que se realize , o que obviamente  justifica um novo mandato de seis anos!
Nestes próximos seis anos talvez haja tempo para investigar um senhor algarvio que comprou um lote na Coelha, em Albufeira e que por sinal não se lembra em que Notário realizou a escritura nem o valor de aquisição desse mesmo lote, e por que acaso esse documento, que é público, não se encontra em nenhum Notário deste país...
Ou talvez haja tempo de investigar porque é que esse senhor após construir uma casinha nesse mesmo lote entregou à Autoridade Tributária uma declaração com as caraterísticas de uma casa e de um lote que não eram a que construiu, levando assim a que durante quinze anos pagasse metade do IMI do que deveria ter pago...
Ou talvez haja tempo para investigar porque é que um senhor banqueiro, que também tinha casa na Coelha, vendeu ao senhor algarvio e à filha deste,por um euro, cada uma das ações da SLN que dias antes tinha comprado por dois euros e dez cêntimos...claro que o senhor algarvio e a filha venderam algum tempo depois essas ações por dois euros e quarenta cêntimos...
Ou até mesmo dê tempo para investigar porque é que o genro do senhor algarvio  comprou por 21,2 milhões de euros o Pavilhão da Utopia/Pavilhão Atlântico/Meo Arena/Altice Arena...que custou em 1998, à data da sua conclusão 55 milhões de euros aos bolsos dos contribuintes portugueses...
Por tudo isto e muito mais...e até porque a Cofina dá emprego a muita gente...é benéfico que Joana Marques Vidal seja reconduzida!
Haja coragem...

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