domingo, 26 de agosto de 2018

Espanha também conta?

Quase a terminarem as férias de Verão, os partidos políticos preparam o regresso com a chamada rentrée. O termo em si é engraçado, dá ideia de querer cativar para estas festarolas os Jeans Pierres que animam o nosso recanto nesta altura do ano.
Mas com mais piada que a palavra rentrée, só as ideias que saem da boca dos lideres partidários...


António Costa anunciou com pompa e circunstância uma redução do IRS para os emigrantes que queiram regressar.
Acho que nenhum português pode dizer que é contra os emigrantes, contra o seu regresso ou contra medidas que sirvam para  o incentivar.
Mas vamos às medida em si: 
Esta medida destina-se a todos que emigraram entre 2011 e 2015, independentemente da profissão e das habilitações, que decidam regressar a Portugal entre 2019 e 2020;
Estes emigrantes que regressem terão, supostamente, uma redução de 50% no IRS num período de 3 a 5 anos;
Os emigrantes que beneficiem desta medida também poderão deduzir em sede fiscal a totalidade das  despesas de reinstalação e regresso.
As medidas em si não parecem más...mas e aqueles que decidiram ficar? Aqueles que foram obrigados a ficar? Aqueles que não puderam emigrar? Será que esses têm que pagar a taxa de IRS na sua totalidade? 
Parece que aqueles que escolheram ficar não têm nenhum mérito e não merecem qualquer benefício...
Já agora, eu há uns tempos durante o trabalho entrei em Espanha para inverter a marcha à viatura do trabalho...conta como emigração? Dava tanto jeito pagar menos IRS...

Sem comentários:

Enviar um comentário