quinta-feira, 8 de março de 2018

Respeito pela Mulher

Desde 1977 que a ONU reconhece o dia 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".
Podemos discutir se estabelecer um dia como dia da mulher não é só por si um ato redutor e discriminatório.
Muitas são as justificações para a escolha desta data.
Há quem entenda que se deve ao terrível incêndio que ceifou a vida a 130 operárias têxteis em Nova Iorque...mas esse incêndio ocorreu a 25 de Março de 1911...
E já em 28 de Fevereiro de 1908 se assinalou o Dia Nacional da Mulher nos Estados Unidos, data em que 1500 mulheres se manifestaram pela igualdade dos direitos laborais!
Em 8 de Março de 1917 cerca de 90 mil mulheres manifestaram-se contra o Czar Nicolau II  por causa da fome e da participação da Rússia na I Guerra Mundial, numa manifestação que ficou conhecida por "Pão e Paz".
Mais tarde, nas décadas de 50 e 60 do século reacendeu-se a luta das mulheres pela igualdade de direitos laborais.
O ato mais marcante foi a "queima dos soutiens", em que um grupo de mulheres aproveitou o concurso "Miss América 1968" para junto ao local do evento depositar os soutiens, espartilhos, cintas, maquilhagem ou saltos altos, numa ação que simbolizava a queima simbólica da beleza feminina.


Nós por cá, e a propósito de soutiens, assistimos ainda há bem pouco tempo ao drama do encerramento da "Triumph".
Antes do encerramento as trabalhadoras passaram ainda pela penosa situação dos salários em atraso.
Apesar de estarmos em 2018, o mundo laboral ainda encerra algumas agruras para o universo feminino com salários diferenciados, com despedimentos encapotados em caso de gravidez ou mesmo com casos de assédio.
Há  sempre quem pense que com um discurso de igualdade e umas percentagem de quotas obrigatórias se resolve o assunto.
Discursos leva-os o vento e quotas são o maior inimigo do mérito e da igualdade! 


 E os atropelos não se ficam pela classe operária.
Hoje ficou-se a saber que Pedro Dias não tem bens, não tem contas bancárias e obviamente não mais nenhum emprego conhecido desde que recolheu à vida monástica em Monsanto.
Mas afinal quem vai pagar os honorários da Dra. Mónica Quintela? 
É uma questão pertinente e que hoje dia Internacional da Mulher não pode passar em claro, porque Mónica Quintela poderá ser apenas mais uma mulher que ficará sem receber pelo trabalho feito!

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