segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Sol na eira e chuva no nabal?

Muito provavelmente já ouviram este adágio popular.
No meio agrícola a situação ideal seria a de sol na eira para secar os cereais e chuva no nabal para fazer crescer a hortaliça...
Seria sempre o melhor de dois mundos, e por isso as probabilidades de acontecer são semelhantes à de agradar a Gregos e Troianos! 
Mas não vos vou falar de meteorologia nem de agricultura...hoje o Tanque vai falar sobre telemóveis e tecnologia.


Hoje o Jornal de Notícias chama  a tema de capa as dificuldades com que as polícias se debatem para investigar as células de terroristas islâmicos. 
Se há uns tempos atrás as linhas de investigação avançavam a partir da vigilância das comunicações telefónicas entre terroristas, através das redes sociais ou mesmo em fóruns existentes no seio dessas organizações, neste momento houve um inesperado regresso ao passado: os elementos dessas células abandonaram esses meios eletrónicos e passaram a encontrar-se em bares, estádios e outros locais públicos...
Faz lembrar um pouco as "secretas" reuniões na casa da árvore entre Tom Sawyer e Huckleberry Finn!
Este retrocesso tecnológico tira os investigadores da frente do computador e do ar condicionado e obriga-os a voltar ao terreno...
Já em Portugal a queixa das forças da ordem é a oposta...



Sabe-se que apesar de proibido o acesso dos reclusos a este tipo de equipamentos, eles proliferam no meio prisional.
Mas sendo teoricamente o sistema prisional um elemento crucial na reinserção social dos condenados, impedir os mesmos de ter uma página no Facebook ou um perfil no Instagram é um contra censo...
Às vezes custa-me a entender esta gente das secretas e outros espiões...queixam-se que sem telemóvel não os controlam e a seguir queixam-se que os que estão presos têm acesso a telemóveis...
Afinal com telemóveis nas cadeias, pelo menos uma parte dos bandidos está controlada...quanto aos outros experimentem uma daquelas campanhas que oferece uns Gb por mês...pode ser que algum adira!

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