segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Sinais indiretos da crise

Alguns de nós parecem já ter esquecido que Portugal ainda se encontra em fase de recuperação de uma grave crise financeira. 
A reposição de alguns rendimentos, o aparente desbloqueio das carreiras na função pública, o aumento do recurso do crédito ao consumo, a agitação do mercado imobiliário, o aumento das vendas de automóveis, entre outros sinais parecem querer mostrar que o pior já passou...
No entanto há sinais, mesmo que indiretos que nos mostram quem nem tudo está bem. 

Por estranho que pareça, em alturas de crise, umas das primeiras áreas em que os portugueses cortam o orçamento é na saúde. Só depois de cortarem na saúde  é que os portugueses cortam no café, no automóvel e no telemóvel topo de gama.
Todos os dias vemos publicidade a suplementos alimentares para suprir a necessidade dos famosos omegas  no nosso organismo.
Estes ácidos gordos essenciais ao organismo são fundamentais à prevenção de doenças cardiovasculares e ao norma funcionamento do cérebro. 
Mas o que tem a venda dos suplementos a ver com o facto de ainda não termos recuperado totalmente da crise económica?

   
Uma das fontes dos omegas é o peixe, nomeadamente a sardinha.
A queda acentuada do consumo  desta espécie e o aumento das vendas dos suplementos alimentares é o reflexo da opção pela alternativa mais barata para a nossa saúde... 

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